terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Qual Alá, qual Maomé?!

Não sei se o que aconteceu em Paris não vai ser instrumentalizado pelos partidos da extrema-direita europeia que já vinham ganhando terreno e que vêem aqui justificação para legitimar os seus extremismos. Certamente que todos os partidos políticos e governantes europeus se vão aproveitar da situação para retirar dividendos próprios, mas os radicais, seguramente muito mais, nomeadamente Marine Le Pen. E nem sei o que me assusta mais, se fileiras de jiadistas a engrossar, com os próprios cidadãos europeus, e a dizimar a Europa e o Ocidente; se os países da Europa a ser governados por radicais intolerantes, e as duas a par, então... até o sono me tiram!! Bom, mas assustam-me mais delinquentes armados e armados em parvos, delinquentes que não devem nem ter respeito pela própria mãe, têm tanto por Maomé e Alá, contem-me outra!! Para onde caminha o mundo é uma incógnita, mas vejo infelizmente terreno fértil para os dois cenários crescerem, pois a intolerância veio para ficar e a cada ataque terrorista instala-se um pouco mais, e alimenta mais ódio!
Nem pareço eu, uma optimista inveterada, mas nesta matéria estou muito pouco crente na raça humana: cidadãos, até já europeus e ocidentais, que se deixam seduzir pelo terrorismo de países do Médio Oriente e do Norte de África para vingar frustrações pessoais: um emprego que não aparece, ou um emprego que não traz a vida de sonho ocidental...; a falta de formação, a deficiente educação; a falta de perspectivas; as más condições de vida... e viram-se contra a própria mão que lhes embalou o berço, atacando cobarde e indiscriminadamente; e uns ocidentais e europeus cada vez menos tolerantes e cada vez mais extremistas, pois o medo e desconfiança é coisa com a qual não sabemos nem queremos viver, ou não fosse a liberdade arauto inegociável!!
Nesses países matam alegadamente em nome de Alá, Maomé, o Islão e sei lá que mais... mas é obviamente apenas uma desculpa, a única desculpa irracional que têm, porque na verdade lutam contra o que odeiam: o modo de vida livre que nunca tiveram... mas gostavam!! 

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