quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Alguém nos acuda!

Passos Coelho aumenta a carga fiscal muito para além dos limites do razoável, do suportável; sobe impostos até restarem apenas migalhas ao cidadão; e como se não bastasse ainda acaba com o estado social!!
Vamos pagar para quê, se não é para termos um estado social? Vamos pagar impostos elevados e ainda temos que pagar o acesso à saúde, educação, transportes, justiça!! 
Será que o senhor não tem capacidade para perceber que com impostos elevadíssimos não sobrará nada à população para pagar por esses serviços?!? 
Maldito défice, maldito acordo de entendimento com a troika, maldito equilíbrio orçamental, maldito Passos Coelho. 
A única esperança que me resta é que a população não aceite mais este desaire!

Preocupações selectivas.


Não sou organizada, embora não consiga viver no meio da desordem e não seja propriamente desorganizada; não sou metódica, quase que tenho má tolerância a gente obsessivamente metódica, alguns acho que roçam já o patológico.
Cansam-me e desprezo um pouco as tarefas miudinhas do dia a dia, não me roubam mais que o tempo estritamente necessário, e tenho esta mania de as querer acabar depressa para me dedicar ao que realmente me interessa, me ocupa a mente e me estimula, ou para não fazer rigorosamente nada.
Sou pratica, pragmática e, na boca de muitos que me conhecem, descomplicadora, e desvalorizo as ralações do quotidiano, embora seja obviamente ciente das minhas responsabilidades.
Ora, isto têm de se arranjar manobras para não irmos definhando e para irmos mantendo a sanidade mental e emocional, e não são as compras do super-mercado, as cartas que chegam no correio, ou organização da roupa no armário por cores... que me darão o alento necessário.

E dizer que há gente assim..


O meu filho não anda numa escola onde há risadas, gritinhos e boa disposição de crianças, o meu filho anda numa escola onde os únicos gritos que se ouvem, são os da dona, histéricos e estridentes; o meu filho não anda numa escola, anda numa academia militar, onde o regime, a distância, o rigor e a frieza imperam, quando a dona anda por ali a deambular.
O meu filho anda numa escola onde as professoras e as auxiliares são amáveis, calorosas e dinâmicas, mas mudam completamente o registo para frias e secas, quando na presença da dona, tal é o constrangimento e o medo de serem humilhadas e vexadas em frente de toda a gente, como já tantas vezes assisti!
O meu filho anda numa escola, onde uma menina não quer comer bolo, mas come come só por medo e terror da senhora, para depois o vomitar, coisa que faz amiúde!!
O meu filho anda numa escola, onde todos os país de uma maneira geral, prestam vassalagem à dita senhora, dona do espaço, não sei se como seguro que garanta que lhes tratará bem os filhos, se porquê;  porque na realidade a senhora grita e humilha os meninos em público, até à frente dos próprios pais!!
A subserviência que as pessoas parecem ter perante outras arrogantes e sobranceiras, mal-educadas e sem consideração por ninguém, é coisa que está muito para além do meu entendimento, definitivamente.
Ainda só não tirei o meu filho dessa escola porque ele manifesta franco gosto por a frequentar e isso é o que realmente importa; porque as pessoas que lidam directamente com ele desde educadoras a auxiliares, são boas e conquistam o menino; porque adora os amigos e é querido na escola, mas não suporto gritos e autoritarismo desmesurado.
Menos mal que nunca ousou gritar-me ou ser mal-educada comigo, ou com o meu filho, como a vejo fazer com tantos pais e filhos e colaboradoras.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Há precisamente 5 anos...

Depois de 24 horas de contracções, entre as quais 8 passadas em trabalho de parto numa sala de uma maternidade, eis que conhece o seu filho, emoção maior não teve nunca!
Volvidos 5 anos, lembra-se de tudo, nos seus mais ínfimos detalhes, que espera nunca esquecer: que doce sabor recordá-los!
Acho que as outras pessoas esquecem essa parte, digo eu; eliminam a parte do parto da memória, ela gostou tanto, sentiu tudo tão arrebatador, tão incrivelmente forte, sentiu o nosso lado animal na sua total expressão, a natureza a seguir os seus desígnios, que não quer esquecer nunca.
Já nem se lembra da sua vida antes de ele estar nela, parece que sempre fez parte da sua existência. Parece que sempre o conheceu, parece que conhecemos os filhos mesmo antes de os termos!!

Parabéns filho!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

DIIV - 'Doused' e 'How Long Have you Know'

Descoberto hoje.
Tão bom, tem qualquer coisa de The Cure.
R-E-N-D-I-D-A!






Podia ter um blog só de música...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Lá está, está tudo bem!

Ortopedista: ' ... Ah é uma grande optimista, fantástico! Aos optimistas até as doenças lhe passam ao lado e se surgir alguma, curam-se.'

Ora fabuloso, se ele soubesse... já nem é optimismo, é mesmo ilusão!

Ortopedista: 'A nova geração de médicos é uma vergonha, nem para o paciente olham, marcam-lhes exames e mais exames e depois ditam uma sentença, nunca chegam a conhecer os pacientes e isso é fundamental! É uma escola nova. E o chá é uma coisa que se toma de pequenino... ou não!'

Pois, tá visto que o senhor tomou carradas de chá, a consulta foi mais uma interessante conversa do que um estudo de imagiologia. Interessante e bem humorada.
Tirou-me bem a pinta e não foi a olhar para os meus exames!

Palavras para quê...




... 42 pessoas na maioria crianças, ficaram sem vida, em 1938.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Está tão bem assim...

Serei só eu ou o passar do tempo assusta toda a gente? Passar conduz ao final e o final é o vazio, o nada... Como tudo tem um princípio, um meio e um fim... caminhamos sempre em direcção a esse fim, ao encontro desse nada; será que a partir de uma certa idade começamos a detestar que o tempo passe, e passe tão rápido, porque cada vez mais perto desse nada?!
Enfim, estarei a ficar paranóica e apenas e só porque o meu filho vai cumprir mais um ano de vida, o meu marido acabou de o fazer também e mais uns poucos de dias, será a minha vez de cumprir, passar mais um ano sobre o meu nascimento.
Nós a envelhecer, ele a ficar crescido, grande, adulto, independente... isto não podia ficar sempre assim como está?

Melhor continuar a procriar... sempre terei alguém mais para criar, cuidar, aconchegar, mimar, ensinar...
Estarei eu já com um ataque de síndrome de ninho vazio por antecipação? Nããã

Que orgulho nas mulheres!

Às vezes o meu género deixa-me mesmo orgulhosa!
Já é sobejamente conhecida a longevidade que os homens casados têm, comparada com a dos solteiros, que vivem menos anos. Coisa que me parece até bastante óbvia, pois com os mimos com que os tratamos, como é que não hão de viver mais anos, sure a vidinha santa que têm junto das mulheres, dá-lhes anos de vida, pois com certeza!
É também do conhecimento de todos que os casados vivem com mais saúde que os solteiros que apresentam quadros clínicos com muitas mais maleitas. O que, diga-se, também é normal e perfeitamente compreensível, pois que parece haver uma enfermeira em cada uma de nós!
O que eu acho extraordinário, é que nas mulheres acontece exactamente o mesmo, se viverem no seio de casamentos felizes!
Ora faz toda a diferença, porque nos homens o casamento tem esse efeito neles - de lhes tratar da saudinha e de viverem mais anos que os solteiros - quer vivam casamentos felizes, quer não; nas mulheres a saúde aumenta e a vida prolonga-se se os seus casamentos forem felizes.
Com certeza, nós não nos contentamos com pouco, nós não somos de aceitar a nossa infelicidade, nós queremos o mundo!! Eu que tenho pouco respeito por quem aceita a sua infelicidade, acho genial que as mulheres sejam exigentes e queiram ser felizes e ter vidas plenas!
E que seria dos homens sem nós, por favor!!!!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Artigo publicado no Jornal espanhol El Mundo.


Diez cosas que debes saber sobre Alemania:

1. Alemania habla alemán
En Alemania se habla alemán, parece obvio, pero a menudo se minusvalora la barrera lingüística. Aunque hayas estudiado alemán, incluso aunque incluyas en tu curriculum un certificado B1 o, mejor aún, B2, tú no hablas alemán. Y lo sabes. Eso te lo pondrá muy difícil a la hora de integrarte en una empresa, en constante competencia. Para hablar alemán es necesario un proceso que requiere, además del estudio, tiempo de práctica y convivencia con alemanes. A esto hay que añadir la dificultad extra que presentan los acentos y dialectos de los diferentes Länder. Practicar alemán con los alemanes, además, no es una consecuencia automática de la convivencia. Puedes pasar semanas sin intercambiar más que escuetos saludos con tus compañeros del trabajo y tus compañeros de piso, que con toda seguridad intentarán dirigirse a ti en inglés o en español. Trabar auténticas relaciones en Alemania lleva años y el proceso de integración lingüística también. Debes estar preparado para un aislamiento prolongado.

2. Alemania es muy grande
También parece obvio que Alemania es muy grande, pero a menudo no somos conscientes de la enorme diferencia que hay entre vivir en ciudades cosmopolitas como Berlín y Hamburgo o en otras más ricas e industriales como Munich, Stuttgart o Düsseldorf. Estas últimas son las que más empleo ofrecen, están repletas de oportunidades, pero a menudo parecen muertas a partir de las 18:00 horas y soportan un caro nivel de vida. Las primeras, más atractivas y vitales, son las más pobres de Alemania, arrastran bolsas de paro propias y están ya saturadas de aspirantes. En Berlín hay un paro del 11,8%, en Munich del 3,8%. Son mundos diferentes.

3. Alemania está llena de alemanes
Seguramente contabas que con ello, Alemania está llena de alemanes, pero no entenderás el alcance de las diferencias culturales hasta que no las sufras. Son honrados hasta la médula. Si te dejas abierto el coche en el centro de Berlín, y con abierto queremos decir abierto de par en par, los CDs seguirán en la guantera cuando vuelvas dos horas después. Pero si aparcas incorrectamente ese mismo coche frente a tu casa, será posiblemente uno de tus vecinos el que llame a la policía para denunciarte. Te convertirás en un proscrito si no reciclas correctamente la basura, incluido lavar los envases de yogurt antes de depositarlos en el contenedor para plásticos. Si tomas un café o cenas con alguien, pagaréis por separado. Se quitarán los zapatos cuando entren a tu casa y tú deberás hacer lo mismo en la suya. No soportarán que hables al volumen cotidiano en España, ni que cocines con ajo. El rescate a los bancos españoles nos ha convertido en un país europeo de segunda y percibirás que comienzan a tratarnos como a ciudadanos de segunda. Ya no les gusta alquilarnos casas y admiten con más dificultad a nuestros hijos en colegios privados. ¡Ah! Y no te perdonarán que no seas amable con perros y gatos, a los que no es extraño que demuestren más afecto que a las personas.

4. Alemania = burocracia
Nada más poner un pie en Alemania necesitas un Anmeldung, documento de registro que te pedirán para todo y que solicitarás en la oficina Meldestelle del Burgeramt, el ayuntamiento de tu distrito. También es necesario un Certificado de Libre Circulación (Freizügigkeitsbescheinigung), y para conseguir los documentos anteriormente citados necesitas tener una dirección y un contrato de alquiler. Para conseguir el contrato de alquiler necesitas la Chufa, una especie de certificado de tus deudas y solvencia, además de un certificado de ingresos (Einkommensbescheid). Para empezar a trabajar necesitas la Lohnsteuerkarte, registro en la Hacienda alemana, la Sozialversicherungsausweis y la Mitgliedsbescheiningung der Krankenkasse, que certifican que perteneces a una caja del Seguro Social y del Seguro Médico, y una Aufenthaltsbescheiningung gemäB 5 Freizügigkeitesgesetz, algo así como un certificado de residencia. Después de esto puedes ir a registrarte al Consulado. No sirve de mucho, pero ya puestos...

5. Alemania trabaja a la alemana
Alemania trabaja y España también, pero con culturas del trabajo completamente ajenas entre sí. Generalizando, los trabajadores alemanes no usan el teléfono de la empresa para llamadas personales, no utilizan el tiempo de oficina para pedir cita en el dentista o para charlar sobre el programa de televisión de la noche anterior. No hay pausa para comer de más de media hora. No se sale a fumar o a tomar café y muchas grandes empresas estipulan incluso en sus convenios la denominada Pinkelpause, o pausa para hacer pipí, que establece los minutos de duración y la frecuencia con que los empleados pueden ir al baño. Cumplen los horarios, lo que significa que salen de casa considerablemente antes si el pronóstico meteorológico es adverso, llegan sistemáticamente a menos cinco y se están poniendo el abrigo también a menos cinco, para salir por la puerta a la hora exacta, así haya que dejar en suspenso un proyecto de millones de euros. Las horas extra se pagan sin excepción. No hay prisas y no se espera hasta que se haya ido el jefe. Esto requiere una enorme planificación y anticipación. Tendrás que amoldarte.

6. Alemania, reserva natural de ingenieros e informáticos
En Alemania son especies protegidas: ingenieros e informáticos, en menor medida personal sanitario y estudiantes de formación profesional de ramas industriales. Si perteneces a uno de estos grupos serás bienvenido a este país y se te darán todo tipo de facilidades. Si además eres investigador en áreas avanzadas de energías renovables, reciclaje, química aplicada, nanotecnología o genética, te buscan como locos y seguramente varias empresas alemanas han contactado ya contigo tratando de seducirte. Pero si no formas parte de estos selectos sectores, estarás solo en la jungla del empleo alemán, donde no hay un salario mínimo legislado y donde personal altamente cualificado procedente de países como Polonia e India pone ya muy alto el listón dela formación y muy bajo el listón de los ingresos.

7. Alemania es bienestar
El sistema de bienestar social alemán sigue siendo un sueño en comparación con el resto del planeta, incluida España. Una vez entras en el sistema a través de un empleo estable, dispones de todo tipo de ayudas familiares, por ejemplo. Las madres dejan de trabajar 6 semanas antes de la fecha prevista del parto y las 8 siguientes al nacimiento con el 100% de su salario. A partir de ahí, la baja por maternidad dura un año y cobra el 67% del salario para padre o madre. Si la madre no ha trabajado antes, recibe 300 euros al mes. El Estado paga 184 euros por niño al mes, ingresados en cuenta corriente, y Merkel acaba de aprobar una subvención a familias que cuidan de los niños en lugar de llevarlos a la guardería, comparable a lo que le cuesta al mes al Estado una plaza de guardería pública. Si las cosas van mal, en un caso de paro prolongado, el Estado garantiza el derecho a vivienda, no de palabr, como en la Constitución Española, sino con subvenciones contantes y sonantes, además de derecho a calefacción e incluso tarjetas de ocio para menores de familias con bajos ingresos, que permiten a los niños pobres ir al cine, al teatro, a librerías...

8. En Alemania hay picaresca
En alemán no existe un término para traducir la picaresca y para referirse al género literario de El Lazarillo de Tormes hablan de Schelmroman, Novelas de pillos. Pero haberla, hayla. Ojo si llegas a trabajar al sector servicios, el más tocado. En Berlín ya hay casos de españoles que llegan buscándose la vida y pasan meses trabajando como camareros sin contrato y sin cobrar, desprotegidos por la ley. La forma de evitarlo es buscar empleo en Alemania a través de los Ayuntamientos o Comunidades Autónomas que han desarrollado programas para ello o a través de Eures. La Embajada española en Berlín dispone también de información fidedigna. Es mucho más arriesgado venir por libre.

9. Alemania está nublada
El frío de Alemania no supera al de Ávila, pero su déficit de luz sí. Durante los meses de invierno anochece a las 16:00 e incluso en verano el porcentaje de días plomizos, lluviosos o sencillamente grises es capaz de erosionar cualquier psicología. Los habitantes del Mediterráneo tienden a acusar especialmente ese déficit de luz. En Alemania, 10.021 personas se quitaron la vida en 2010. Otras tantas lo intentaron. Hay un suicidio cada 53 minutos y mueren más personas por voluntad propia que por accidentes de tráfico, homicidio, drogas o sida. Naturalmente, las causas no tienen que ver exclusivamente con el clima, sino también con la soledad, la presión social y la crisis. Debes hacer acopio de fortaleza.

10. Alemania engancha
Si después de haber superado todas estas dificultades logras trabajar en Alemania y establecerte en este país, descubrirás algo con lo que no contabas: quieres quedarte. A pesar de la morriña y de los planes para volver, Alemania engancha y un día, sin darte cuenta, te encontrarás con que suples felizmente la falta de luz partiendo el invierno con un viaje al Mediterráneo o al Caribe, según tus ingresos, que la relación con la familia a través de Skype te resulta razonablemente satisfactoria y que te sientes realizado por lo mucho que te aprecian en tu trabajo. Ya no estarás dispuesto a prescindir de la seguridad de tu empleo, de tu pensión de jubilación y de tus inversiones, te sentirás al abrigo de un Estado fuerte y sostenible y no querrás prescindir de las garantías sociales. No te gustaría ya la idea de volver a una oficina en la que se pierde el tiempo en reuniones inservibles o con comidas de dos horas de duración, despreciarás las actitudes clientelares o pelotas, jamás esperarías ya a que se vaya el jefe para irte a casa si ha terminado tu horario laboral... La lengua alemana habrá dejado de ser un problema y habrás hecho amigos alemanes, generalmente un tipo de amistad sin muchas alharacas, pero profunda y duradera, de los que no querrás separarte. Y si has tenido hijos, desearás para ellos que crezcan hablando alemán. Como religioso contribuyente, comenzarás incluso a criticar que el fisco alemán destine tus impuestos a rescatar gobiernos corruptos del sur de Europa. Y un día, te sorprenderás a ti mismo tarareando una canción de Grönemeyer mientras conduces, en una ciudad sin atascos. Ese día, estarás perdido.

In El Mundo.

Acho que não gosto da última parte, do final. Não é lá muito feliz!!

Uns podem dizer tudo, outros... nada!!!

Há verdades que custam a ouvir, magoam e indignam, ferem e chocam! Mas não é por provocarem a indignação geral, que elas deixam de ser verdades absolutas.
Toda a gente sabe que o país andou, anos largos, a fazer vida de rico; toda a gente sabe que vivia no limiar do que lhe era permitido; que o despesismo e consumismo desenfreado havia de nos sair caro um dia; que havíamos de pagar a factura de tanto crédito fácil e acessível... Toda a gente sabe que a sociedade andou com as prioridades mal definidas... Eu oiço isso todos os dias, em conversas de café, pelo que se é do conhecimento público, e se todos, de uma maneira geral, fazemos o mea culpa, da nossa quota parte, porque é que horrorizaram tanto as palavras de Isabel Jonet?!? A ponto de se lhe exigir agora a cabeça?!?
Ninguém me tira que quem ficou tão incrivelmente ofendido, foi exactamente quem sentiu que o recado lhe era dirigido, quem coube exactamente no perfil por ela descrito, óbvio!!
A senhora pode ter sido inflamada, pouco correcta politicamente, mas daí a exigirem a sua saída e, pior, pedirem para se boicotarem as acções de recolha de alimentos do Banco Alimentar, parece-me de um absurdo, esse sim, verdadeiramente chocante!!! Ainda vem o outro a chamar-nos piegas, outra vez...


E porque não pedir a cabeça de Fernando Ulrich? Há dias afirmou em público que o 'País aguenta mais austeridade! Não gostamos, mas aguenta!! (...) os gregos estão vivos, protestam com um bocadinho de mais veemência do que nós, partem umas montras, mas eles estão lá, estão vivos.'!!!

Não podíamos fazer uma petição para mandar o senhor para as urtigas?!??!
Senhor Ulrich, já a minha avó dizia que passar mal ou bem, tudo é de facto passar, mas e porque é que insistem em querer que os portugueses passem mal, mesmo mal, para equilibrar contas públicas, satisfazer a Sô Dona Merkel e os devaneios de Passos Coelho?!?!?

domingo, 11 de novembro de 2012

Importa-se de repetir?!

Polaco: 'Adoro Portugal, e gostava de lá viver; mas o que me chocava quando lá vivi, foi a maneira como tratavam as mulheres! A mulher, em Portugal, é muito mal tratada!!'
Eu: ' É diferente na Polónia??'
Polaco: 'Muito diferente, existe respeito pela mulher!'

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Surreal 2

Não custa entender como chegámos até aqui, não custa perceber como se chega a este abismo de miséria, a este precipício!! Qualquer pessoa com dois dedos de testa deslinda que a miséria de espírito é infinitamente mais dramática, perniciosa e corrosiva que a própria miséria material, e esse é o verdadeiro problema de uma sociedade.
Num país, num mundo, em que uma mãe afirma peremptoriamente que comeria Nestum vezes sem conta para poder comprar ténis de marca, telemóveis de última geração, e sei lá mais o quê aos filhos para estes se sentirem integrados junto do leque de amigos, seguros e confiantes e com um grau de auto-estima aceitável, está tudo, absolutamente tudo, dito e irremediavelmente perdido!!
Como pode uma mãe, do alto do seu papel de educadora de seus filhos, ter esta perspectiva sobre criar, educar, e formar homens para a vida??!! É caso para dizer: 'olhe, mude de amigos'... melhor, 'crianças, mudem de mãe'!!! Não sendo capaz de melhor, demita-se desse papel, demita-se a bem das sociedades e do mundo!
Será que não vamos aprender nada com o que estamos a passar?!?!?
Não, definitivamente.
Olhe minha senhora, tenha cuidado, as marcas high standing vão ficar-lhe imensamente grata; já os seus filhos vão ficar eternamente reféns de bens materiais e marquinhas para se sentir gente, e como não vão ter qualquer princípio na cabeça, vão estar dispostos a fazer literalmente de tudo para os conseguir. Dou-lhe este piqueno advice de borla, para não ter de se empanturrar mais de Nestum!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

E por falar nisso...

E quem é que presta homenagem ao Google??
Eu!

Parece ser que o motor de busca google mudou o cérebro humano, consta que a mente humana aproveitou a boleia veloz do extraordinário google para ficar preguiçosa e não memorizar nada e desinteressar-se de decorar seja o que for, uma vez que bastam segundos para obter as mais diversas e dispares informações.
Ora pode ser, pode muito bem ser. Mas também nos deixou o universo acessível a um clic, o mundo inteiro disponível para o conhecimento... e deu-nos este brinde de assinalar datas e efemérides, de lembrar gente extraordinária, de não esquecermos feitos magníficos e determinantes.
Tirou-nos a memória e a capacidade em reter tudo na mente, e por isso nos vai lembrando da história, e da riqueza do universo!! E eu agradeço... tantas são as coisas que há para não esquecer...

Quando penso que já vi tudo...

... eis que alguém prende um cão a um veículo e o arrasta estrada fora!!
A perversidade dos homens consegue ser verdadeiramente chocante!
Seremos feitos de quê?

Onde nós chegámos!

Que difícil manter o equilíbrio e a sanidade mental; que difícil manter-nos centrados e não perder o Norte!
Como não entrar em verdadeiro colapso emocional, ou mental... ou cardíaco, mesmo. Tantas são as histórias assustadoras e medonhas de pessoas que conheceram o desespero, que experimentaram o absoluto desalento, a verdadeira miséria, que chegamos a perder o sono!
Não conheço histórias contadas na primeira pessoa de quem se vê a braços com a incomensurável desgraça, mas oiço muitas contadas na terceira, e, ou se combinou tudo para contar versões com finais parecidos, ou a quantidade de suicídios proliferou de forma medonha!
Que me contem que os suicídios estão a aumentar em número, eu posso acreditar, lamentar profundamente e quase, quase entender; mas que me digam que a comunicação social está proibida de os noticiar para não os fomentar, já me parece coisa do outro mundo, literalmente!! Proibida por quem?! Afinal o Salazar deixou cá tentáculos?! Coisa mais salazarenta, nunca vi!!! Chego a ter medo de que haja algo de verdade nisso, é mau de mais!

165 anos de Bram Stoker

Celebram-se hoje 165 anos do nascimento de Bram Stoker - abençoado Google! 

Que fascínio exerce em mim a perspectiva da imortalidade, do amor sem limites, de poderes ilimitados, de uma vida de luxúria, sombria, enigmática... francamente genial! De tanto o conhecer, de sempre o ter conhecido, parece quase incrível que um homem o tenha criado, pelo menos na versão moderna; que seja produto da imaginação prodigiosa de alguém, nascido há mais de 100 anos, inspirado em lendas e mitos da Europa Oriental.   
Era garota quando descobri a personagem icónica do Drácula, figura temida e tenebrosa, e me rendi, a sua genialidade, envolta em mistério e fantástico conquistou-me e tirou-me o fôlego muitas vezes, embora nutra certo desprezo pela moda em que agora se tornou, com obras modernas, autênticos blockbusters! Na verdade lembro-me de ver todos os filmes ainda em preto e branco e muito antigos do Drácula, pelo que nem foi a genialidade do cinema sobre vampiros que me seduziu, mas sim a história, o conceito da coisa... o obscurantismo, o dark side, o romantismo, o amor arrebatador...




A adaptação ao cinema de Drácula de Bram Stoker de Francis Ford Coppola é o filme dos filmes, mais outro da minha eleição.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012