quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Assim sempre renovo a esperança.

Neste belo país à beira-mar plantado toda a gente quer enriquecer depressa e sem grande esforço.
O meu filho frequentou uma escola até ao último dia de Julho, paguei Agosto e ainda querem que pague também Setembro, embora nunca mais tenha voltado a colocar lá os pés, embora não tenha pago a inscrição no novo ano lectivo e embora tenha comunicado que não iria frequentar mais a escola. Recebem dois meses a mais, sem terem recebido o menino em nenhum deles!
A nova escola do meu filho faz descontos consideráveis aos alunos uma vez que tem tantos convénios assinados e tantos patrocinadores do país de origem, Inglaterra, a providenciar valências a custo zero, que em vez de transformar tudo em lucro, revertem parte em aliviar o bolso dos encarregados de educação que pretendem matricular os seus filhos naquele colégio!
Será uma questão de nacionalidade, um colégio é português e outro inglês? Não interessa, o que interessa é que a correcção de uns e a ganância de outros ainda me faz acreditar que o mundo se divide em dois, não é todo igualmente sujo!!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Não me pareço com nada!

Há pessoas que insistem comigo todos os dias para ir para casa de baixa, alegadamente porque estou sob muito stress, há muitas variáveis a arreliar-me e a tirar-me o suposto sossego em que deve estar uma mulher nos derradeiros 3 meses de gestação.
Ora vamos cá a ver, eu não me sinto sob nenhum stress extraordinário, e as arrelias que tenho não chegam para me derrubar. Aliás as arrelias que tenho, umas atrás das outras em catadupa, não chegam para deixar de me sentir como sempre senti: uma privilegiada!!
Realmente, como na vida tudo é tão relativo, incrível; ou isso, ou eu não me pareço com nada!!!
Mas para que conste: estou bem e não sinto stress além da conta e com as arrelias já estou mais que avezada, parem de me arranjar problemas e dificuldades... como as pessoas transformam a gravidez em doença e handicap com tanta facilidade??!! Ah e os pontapés que levo 24 horas por dia, não são contrações, são pontapés e ponto! Não sou estreante nesta viagem, sei distinguir uma coisa da outra, oh se sei...
E o mais engraçado é que isto não é a super-protecção típica que inspiram as grávidas, é mesmo gente que à mínima contrariedade da vida pensam que vão claudicar; ou que claudicam mesmo, por tudo e por nada; ou que de um mero contratempo fazem uma tragédia incomensurável!!!!
Favor deixar-me cá com a minha gravidez, que para mim e a minha percepção, está a ser bem tranquila, bem santa!!!
Obrigada.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O Café.

Adoro cafés e afins! Quando regresso do estrangeiro sempre me entristece não termos cafés lindos e apinhados de gente, como vejo lá fora.
O nosso café é um conceito quase vergonhoso, deprimente e surpreendentemente não somos frequentadores de cafés, coisa que tenho dificuldade em perceber! Para não falar nas nossas esplanadas medonhas e pouco convidativas, com mobiliário de plástico ou metal desconfortável. Não cultivamos a estética dos bares e cafés, parece tudo feito com o maior mau-gosto e falta de cuidado, talvez por isso não façamos questão de os frequentar, de nos encontrarmos com os amigos no café do costume, de ser frequentadores de espaços de partilha descontraídos!
Cada vez que descubro um café interessante onde dê gosto estar, adopto-o, mas depois lá está, há-de faltar-lhe gente a dar-lhe ambiente e animação, uma chatice, somos um povo muito caseiro!!
Ainda me mudo deste país só para poder ser frequentadora assídua de cuidados, bonitos, bem frequentados e interessantes cafés.

Para quê ir votar nas autárquicas?

Eleições autárquicas?! Para quê?! Não podíamos saltar isto? Assim como assim as autarquias estão todas entregues aos bichos e os senhoras presidentes de câmaras não passam de meros administrativos enredados em burocracias e quantas vezes, muitas, corruptos descarados!!
Basta percorrer uma meia dúzia de localidades no país para perceber rapidamente que demos cabo das nossas cidades, cujos centros nevrálgicos e históricos estão cada vez mais abandonados, com casas antigas fechadas e devolutas, lugares sem gente e sem vida; com comercio de rua amorfo, arrasado pelos centro comerciais que entretanto proliferaram como cogumelos e com carros e mais carros a circular, por mais pequena que seja a cidade!
A economia quase exclusivamente baseada na construção civil, junto com a falta de visão das câmaras, e os interesses escusos dos seus presidentes fabricaram urbanizações e mais urbanizações nas periferias das cidades, na sua grande maioria pavorosas e sem qualquer sentido urbanistico, deixando os
centros ao abandono e as suas habitações à degradação, entupindo as cidades de automóveis, uma vez que deixaram de viver nos centros, mas as pessoas deslocam-se na mesma para eles para trabalhar e tratar de vida.
Confesso que isto me entristece, temos as nossas terras feias, decadentes e tristes, mas reconheço que é uma tendência que não é exclusiva ao nosso país, ainda há dias me dizia um habitante de Santiago de Compostela que já ninguém vivia no centro e que nem infraestruturas para ser habitado havia, o que lamentava profundamente.
Depois há o outro fenómeno nas grandes cidades: os centros só podem ser habitados por ricos, os outros têm de viver nos subúrbios porque os preços praticados são incomportáveis para muitos e assim se arruínam cidades que um dia foram habitadas e cheias de vida!
Presidentes de Câmara destes? Dispensamos, obrigada!

Instintos

L: 'Não vais fazer um curso de preparação para o parto e a maternidade?'
Eu: 'Não.'

Peço desculpa, mas acho na gravidez, parto e maternidade tudo muito intuitivo!

Modéstia à parte...

É verdade, e o Nuno Crato não se dignou responder ao meu mail!!
Em todo o caso, creio que vai alterar a lei relativamente ao estabelecimento de ensino que podemos escolher, público ou privado, creio ter ouvido algo ao respeito... ideia que eu - eu - lhe dei... pronto.

Não diz o ditado que Quem Muda Deus Ajuda, então?

O meu filho, ciente que já está, de que a sua vida vai sofrer alguma alteração, embora não saiba bem qual, pede insistentemente para mudar de escola e ir para uma nova, alegadamente porque quer conhecer amigos novos, ah e porque não gosta da farda que teria de passar a usar!!
Pensava que não é usual um miúdo querer sair de um sitio que conhece e gosta tanto para se atirar para o escuro, o meu filho parece não temer alterar a sua vidinha.
Filho serás tu como a tua mãe, que tanto a revitaliza a mudança? Serás tu tão avesso ao 'mais do mesmo' como a tua mãe? Pelos vistos... estás bem arranjado!
Desejo concedido, vais começar o primeiro ciclo em escola nova.
Espero que gostes e que seja em boa hora que te mudamos.