sábado, 23 de março de 2013

Vil metal.

O problema é o dinheiro! O maior culpado é o dinheiro: se se tem a menos é um flagelo, se se tem a mais uma desgraça! Nesta matéria, mais que em outra qualquer, creio, o meio é mesmo a maior das virtudes, a maior bênção: não ter a menos nem a mais, pode ser privilégio absoluto.
Tantos ricos que, de tão pouco se preocuparem em ganhar o pão de cada dia, inventam ralações, depressões, infelicidades, inventam vícios, busca incessante de prazer e de sentido para a vida. 
Ao invés não vejo pobres com problemas a não ser os de garantir o sustento e a sobrevivência, não têm depressões, ansiedades, esquizofrenias e afins, não têm problemas existencialistas simplesmente porque não têm tempo, entre a correria do trabalho e da vida do quotidiano, simplesmente porque nem as necessidades básicas vêem satisfeitas! 
Há o pai que vende a filha para se prostituir porque não consegue alimentar a família; e há o casal de multimilionários que entra em jogos perigosos de sexo e festas orjaicas para apimentar a relação, cada vez mais entediante! Uns morrem de tédio, outros morrem de fome! Melhor estar algures entre os dois...

Ainda o havemos ver como Presidente da Republica!

É admirável a capacidade que os políticos no nosso país têm para permanecer em jogo! Nunca as suas acções do passado em lugares proeminentes da sociedade são escrutinadas ou avalizadas, nunca são submetidas a juízo ou julgamento, nem em sede própria, nem em praça pública sequer, como seria o mínimo. Uma vez entrados nos meandros do poder, uma vez a ocupar lugares cimeiros, nunca nada os abalará, nem mesmo as atitudes, acções e posturas que tomarem. Conquista-se um lugar de topo não por mérito próprio, não por capacidades extraordinárias e provas dadas, conquista-se porque se conquista e uma vez conquistado, cola-se à pele e esses políticos ficam com uma aura especial, independentemente do que fazem ou fizeram quando sentados nas cadeiras do poder, sempre ilibados de toda e qualquer responsabilidade, sempre imunes a qualquer espécie de penalização e aniquilamento público e político. Por isso eles são sempre os mesmos, e o país não passa do marasmo crónico em que sempre vive!
Como é que se dá tempo de antena a um homem que ajudou a arruinar um pouco mais o país, se revelou um logro e ainda nos escondeu a realidade e enganou?! Que moral terá um político para fazer análise e comentar o estado da nação e de governação, quando esteve no sitio certo e afundou tudo?!
Ser político é a melhor profissão do mundo, ser bom, ser mau, ou ser péssimo é absolutamente indiferente, irá ser eternamente respeitado e até idolatrado! Por mim, o Socrates era arrumado politicamente, ele e muitos dos que estiveram ao leme do país, quanto mais agora ter de o ouvir opinar, não lhe reconheço moral para falar seja do que for!!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Por alguma coisa a inteligência é do que mais aprecio nas pessoas.

Definitivamente a felicidade é para pessoas inteligentes! Não necessariamente instruídas, cultas e com formação, mas inteligentes e sábias. E há qualquer coisa de humildade nisso que admiro profundamente, não de resignação que é termo epistemológico que não aprecio em particular, mas de respeito, reverência e deferência perante a vida.
As pessoas inteligentes são felizes e as pessoas felizes são boas. Será?

domingo, 17 de março de 2013

Temos de ser os nossos próprios coaches!

Livros de auto-ajuda, coaching e por aí fora?? Não, obrigada. Não lhe vejo utilidade.
'Se reparares, desde que ando a fazer coaching, até já tenho gosto em arranjar-me, preocupo-me com a minha apresentação, esforço-me por gostar de mim e do meu aspecto!'
Lamento, mas isso parece-me óbvio de mais como para ter de vir alguém estranho a ensinar-me e a fazer-me perceber que o nosso bem-estar próprio começa no gostarmos de nos arranjar e sentir-nos bem com o nosso aspecto!
'E deixei de me queixar, coisa que sempre tanto te arreliava! Agora nunca mais me ouviste queixar e lamentar, pois não?'
E até que enfim, queixar é muito triste e torna a percepção que nós temos de nós e da nossa vida cada vez mais miserável e infernal! E queixar de quê?!? A vida tem com certeza coisas boas, não é nunca perfeita, mas tem seguramente muito de que nos orgulhamos e que nos embevece. Às vezes as queixinhas parecem-me mais ingratidão que outra coisa! E se por ventura não tem, não é com queixumes e lamurias que alguma coisa muda, a energia despendida a lamentar-nos provavelmente seria mais profícua a tentar fazer mudanças, ir à luta e à procura da felicidade.
'Fizeram-me perceber que se andar sempre deprimida e angustiada, e com ar pesaroso, crio uma espiral de mau estar à minha volta e as pessoas começam a evitar-me, tenho de ser mais positiva e transmitir bem estar às pessoas para gostarem da minha companhia.'
Curioso, nem a propósito, a mim já me acusaram exactamente do contrário, de irradiar felicidade, amabilidade e boa disposição a mais e isso incomodar as pessoas, que não gostam de gente tão bem com a vida!!
Nunca li nenhum livro de auto-ajuda, como nunca fiz coaching, nem posso opinar com propriedade, mas se ensinam lá que ter gosto e interesse em andarmos bonitas nos faz bem por fora e isso se nota por dentro; que queixar-nos e ter pena de nós não vai desencadear forças ocultas e do além que, por solidariedade, vão chegar para mudar a nossa vida; que ter uma atitude positiva perante a vida faz muito mais sentido, não só para nós, como também para os outros em nosso redor... então não vou ler, nem fazer nunca, porque o que lá se ensina parece óbvio demais, parece-me o beaba que se aprende em pequenina.
Há pessoas que não chegam lá sozinhas, com certeza que sim, mas eu acho que todos temos que ser um pouco o nosso próprio coach e decifrar o que nos faz bem, o que nos faz sentir seguros e confiantes, felizes e optimistas; mas em não conseguindo, melhor procurar quem consiga por nós, pronto.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Romper amarras

Andei o dia quase todo a pensar como seria se eu um dia fosse Papa... devaneios de gente que nunca lhe para o cérebro, nem para dormir!
O fausto, o séquito, os rituais, as formas, o formalismo, as regras... parecem ser confrangedores o suficiente como para desviar a concentração no conteúdo, no essencial. Seriam as primeiras coisas a confundir-me o espírito, a baralhar-me a mente, regras e rituais a mais, protocolo, protocolo e mais protocolo!
Mas depois ouvi as notícias e apercebo-me que o novo Papa Francisco também parece querer manter-se simples e humano, terreno e próximo, normal e vulgar no meio do invulgar. E eu que adoro gente que rompe amarras e segue a sua consciência sem se ralar com o que é suposto, com o que se espera dela, fiquei muito agradada com o novo eleito.

Como se fosse um primeiro-ministro?!?!?!

Comentavam ontem duas colegas de trabalho, à hora de almoço, o que passava na televisão sobre o conclave e a eleição do Papa...

R: 'Olha o que para ali vai de gente, naquela praça! Como é que é possível?!?! Que lhes interessará a elas quem é o novo Papa?!?'
C: 'Também não percebo, por muita fé que tenham, o que é que isso lhes interessa!! Não deve mudar nada para essas pessoas... Tanta gente ali à espera, tanto tempo, parece quase como se fosse a eleição do primeiro-ministro de um país!!'

Eu e a minha pequena mente e os meus horizontes apertados, temos certa dificuldade em entender esta postura perante o mundo em que vivemos! Independente de se ter fé ou não, ter este desinteresse pelo que nos rodeia e tem lugar, é coisa para me fazer muita confusão.
Não se trata de ter fé, ou não; não se trata de ser católico apostólico romano, ou não; trata-se de não nos passar o mundo ao lado; trata-se de não ficar indiferente a um tão grande congregador de povos, comunhão de seres humanos em torno de algo com tanto peso e preponderância no mundo como a Religião Católica!! Para além de que, confesso, tenho um certo fraquinho por quem acredita em algo, em qualquer coisa redentora que só traz uma mensagem de amor e paz... por muito que não se acredite na Igreja enquanto instituição.

quinta-feira, 14 de março de 2013

I wonder, i wonder...

Será que eu sou tão forte como as pessoas pensam que sou?!

Não sei se abomino isso, muito ou pouco...