segunda-feira, 25 de junho de 2012

Mentalidades

Quando a mentalidade não evolui, ainda se regride mais e mais, como uma espécie de ciclo vicioso, com um desastroso efeito de bola de neve.
Acho patéticos os argumentos de quem insiste que temos de trabalhar mais horas, entrar mais cedo, sair mais tarde... só denota atraso que já começa a parecer crónico!!
Nos países desenvolvidos - e que desde sempre perseguimos, como ideais - do norte da Europa os trabalhadores não trabalham tantas horas como nós em Portugal, não têm cargas horárias tão pesadas como a nossa, não saem mais tarde, coisa que aliás, na grande maioria das empresas, nem é permitido.
Em Portugal, ao invés, promove-se o passar horas e horas a fio dentro das organizações a produzir.
Primeiro, a produtividade é exactamente o rácio entre produzir o máximo no menor número de horas, pelo que a produtividade baixa quando o número de horas é elevado; segundo, parece-me que o que se deve promover é exactamente a produção máxima no número de horas pré-estabelecidas e não querer que a população activa deste país viva nas organizações e descurem vida pessoal e familiar, já de si tão descurada, dado o número de horas que passamos encerrados a trabalhar.
É sobejamente conhecida a postura do português que passa boa parte das horas na empresa, sem acrescentar nada à produção da mesma, e depois sai mais tarde, e se gaba alarvemente que trabalha imenso, que é extremamente dedicado, e que a organização lhe rouba tempo, vida de qualidade e atenção à família.
Bem podem começar a promover o empenho e aproveitamento absolutos dentro do horário laboral, para se gozar de mais tempo livre que se podia muito bem aproveitar para apostar em formação auto-didacta, ou não, informação e actualização para abrir horizontes, para ver se este país muda a mentalidade e a postura de uma vez por todas e saí deste marasmo!!

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