domingo, 29 de janeiro de 2012

Inquietações

Sou uma mãe descontraida, permissiva e moderadamente traquila... embora inquieta, como de resto em tudo. Tenho a perfeita noção que damos os filhos ao mundo, achamos que são nossos, que são a única coisa realmente nossa nossa, mas não são! São simplesmente até não terem as suas próprias asas crescidas e formadas... depois abrimos portadas e libertamo-los. Nós oferecemos-lhes a vida apenas e só, para eles depois a viverem em toda a sua plenitude... esperamos nós, queremos nós.
Até esse dia chegar temos a árdua tarefa de os munir de tudo quanto pudermos, a herculana responsabilidade de lhes ensinar principios e valores, directrizes e conceitos básicos para não se perderem nessa imensidão de mundo. E não queremos errar, não podemos... são o que de mais precioso nos incumbiram na vida.
Ainda assim, ciente desta responsabilidade sou moderadamente tranquila. E tenho a perfeita noção que os pais podem 'estragar' os filhos, arruinar a sua vida, o seu futuro como adultos, sempre sem intenção deliberada. Quantos não o fizeram... mesmo cheios de boas intenções! Mas não vivo na constante angustia de querer controlar o meu filho, dominá-lo, castrá-lo, anulá-lo, manipulá-lo até à exaustão... prefiro dar-lhe muito amor e segurança, ensinar-lhe a abrir os horizontes, estar atento e alerta, a usar os instrumentos de que dispoe e a intuição, e a ter princípios de referência, e valores.
Não posso fazer muito mais, e se fizer isto bem... já me considerarei feliz, muito feliz!
Mesmo assim como é que eu vou saber se esta é a fórmula mais correcta e adequada a ele? Espero que a intuição e o bom senso me vão sabendo iluminar... 

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